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Tô na rua em busca de boa música, sempre!

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July 05

Choque: Carla Barth, Zezão, Jotapê e Pjota

Importante por deter a nova safra de artistas urbanos brasileiros, a galeria Choque Cultural  continua firme e forte nas exposições e intervenções artísticas singulares no país. Localizada numa casa multicolorida em Pinheiros, a Choque Cultural inaugura neste sábado, dia 7, uma mostra que cruza linguagens de artes de rua e contemporânea pela ótica de quatro artistas conhecidos pela peculiaridade criativa: Carla Barth, Zezão, Jotapê e Pjota.
 
Em seu terceiro ano de existência, a galeria mostrará trabalhos em telas, murais, barras de ferro, esculturas de papel mache, graffiti, ilustração e desenho gráfico até o dia 18 de agosto. Saiba mais sobre cada um dos artistas:
 
Pjota
Com apenas 19 anos de idade, o artista que aprendeu a pintar nos muros das ruas, apresenta o contraste entre os traços delicados de seus desenhos sob a agressividade dos suportes utilizados em suas obras. Com estética arrojada, Pjota debuta na Choque Cultural com a experiência do graffiti e o refinamento de traços e texturas.
 
Jotapê
Tatuador desde 2004, Jotapê, artista de apenas 20 anos de idade, faz sua primeira exposição individual na Choque, com desenhos adaptados em diversas mídias. Jotapê também é ilustrador e caricaturista, unindo forças suficientes para na abertura da exposição, fazer caricaturas instântaneas da galera com estética de tatuagem.
 
Zezão
Recém-chegado de uma exibição em Nova York, Zezão, artista conhecido por grafitar galerias de esgoto e córregos que desembocam no Rio tietê, abre sua segunda exposição na Choque Cultural com pinturas em telas, chapas de ferro oxidadas e objetos recolhidos nos rolês, que foram tranformados em obras de arte.
 
Carla Barth
Moradora de Porto Alegre, Carla Barth, artista integrante do coletivo Upgrade do Macaco, criou uma atmosfera fantástica, com personagens coloridos, psicodélicos e infantis que vivem em esculturas de papel mache. Além de tudo, Barth transita em diversas áreas, como moda, ilustração, live painting e toy art.

Zezão, Pjota, Jotapê e Carla Barth
Abertura: 7 de julho, das 16h às 20.
Término: 18 de agosto
 
Choque Cultural
Rua João Moura, 997, São Paulo - SP
June 28

Maquinado: Homem Binário

Lúcio Maia acaba de lançar seu primeiro disco solo, “Homem Binário”, chave para seu projeto que antes contava com Catatau, Clayton Martim e Rian Batista, do Cidadão Instigado, e que agora ganha nova formação. Intitulado Maquinado, o grupo é integrado por Dengue, no baixo, Toca Ogan na percussão e DJ PG, do Mamelo Sound System nos scratchs, eba eba. Os shows são bem classe, e também diferentes do disco, que ainda conta com participações de músicos como Rodrigo Brandão, Funk Buia, Jorge Du Peixe e Siba.
 
Segue resenha!
 
MAQUINADO: HOMEM BINÁRIO/TRAMA
Após mudar completamente a formação da banda e esclarecer melhor suas aperreações com os fios e parafusos da existência, Lúcio Maia lança o primeiro disco do Maquinado, projeto paralelo à Nação Zumbi. Intitulado Homem Binário, o álbum conta com letra e voz de companheiros como Siba, Funk Buia, Jorge Du Peixe e Rodrigo Brandão
Com o intuito de alertar a humanidade para a linearidade dos novos melhores amigos dos homens, as máquinas, o mangueboy da urbe Lúcio Maia solta os parafusos cegos da tecnologia em Homem Binário, primeiro disco do Maquinado, trampo solo do guitarrista da Nação Zumbi. Com nova formação, o projeto volta ao palco mais esclarecido, com show enérgico e intimista que remonta aos frenéticos ritmos da cidade grande e sua maquinaria pesada, responsável por apertar os botões que regem as ruas e a multidão anônima, sempre no automático.
 
Soa sério, sem muito tempo a perder, os riffs pesados, modulados, acompanham a maestria grave do baixo de Dengue, mais um guerreiro nato da Nação Zumbi. Na percussão, Toca Ogan renasce para acompanhar a febre das caixinhas mecânicas soltas pelo ar, o som molhado, eletrocutado, necessitado de coração. Aliás, a presença de Toca no palco é indispensável, seja pela firmeza de suas batidas, seja pela ancestralidade que ecoa no seu tamborim, quando o passar dos anos não significa ferrugem, mas sabedoria.
 
Intitulada "Arrudeia", a primeira faixa do álbum conduz ao espaço, num role por fios elétricos, curto-circuito em grandes computadores estelares, memórias queimadas, bytes abandonados na Via Láctea. É o grande abre das cortinas, seguida pelo raggamuffim de MC Funk Buia, "vaivaivaivaivaivaivaivai", uma "zafricanidade", como quem diz pra ficar esperto tirando onda, "se afasta, tá querendo arrastar, sai pra lá peste!", canta o bem-humorado MC em "Não Queira se Aproximar", segunda faixa, musicada por Lúcio e Rica Amabis, do Instituto.
 
O rapper Speedy canta a terceira faixa, "Tá Tranqüilo", parcialmente dispensável para o disco, sendo que o som é legal, a letra, desnecessária. Em contraponto, importantíssima para o conjunto de canções que formam Homem Binário, a faixa "Alados", escrita por Siba, cai milimetricamente no tempo certo para  a delicadeza equilibrar um disco racional, cheio de idéias, que expõe o ser humano à máquina.
 
Destaque ainda para a letra e a voz nublada de Jorge Du Peixe em "O Som", canção que soa familiar na cadeia sonora construída por músicos que estão juntos há muito tempo, e dizendo a mesma coisa. "O Som" poderia figurar facilmente num disco da Nação Zumbi. Uma das faixas mais importantes é "Eletrocutado", com letra a voz de Rodrigo Brandão, do Mamelo Sound System. Trata-se talvez da única canção que, no disco, se saiu melhor do que no show, com palavras metralhadas e ritmadas pelas traquinagens sonoras de Lúcio Maia. "Tá cansado de saber que seu showbiz não me seduz, cê tá ligado, pois cortar minha raiz é coisa que eu nunca fiz, pois cortar minha raiz é coisa que eu nunca quis...", canta o rapper. Muito interessante.

Maquinado
"Um milésimo de segundo pode diferenciar o melhor do pior, o certo do errado, o longe do perto, o antigo do novo. O maior amigo do homem só entende certo e errado, verdadeiro e falso, ligado e desligado, só entende 01. A revolução da matemática da arte será televisionada. A mecanização do raciocínio entrará no ápice e a poesia científica largamente utilizada. Os novos maniqueístas são hackers. A cada milésimo de segundo um terminal explode em comandos. Aberto o templo para as preces em códigos binários." >> Maquinado.  
 
Existirá certo e errado, bem e mal, verdade e mentira? Se sim, é certo que somos como máquinas, lineares, irredutíveis e ignorantes. Se não, temos muita estrada pela frente pra ver que valores regem o automatismo de um planeta inteiro que simplesmente não funciona sem tomadas. Eis a questão.
June 22

FESTIVAL DO B_ARCO

A terceira edição do projeto b_arco reúne música, intervenções literárias e performances na tarde deste sábado, dia 23. Segundo o plástico Osmar Pinheiro, o evento surgiu da necessidade de haver um espaço onde artistas e interessados em cultura pudessem se reunir pra trocar idéias e desenvolver trabalho e ócio juntos, sob o lema “um dia inteiro de shows, performances literárias e teatrais, artistas novos e consagrados juntos no mesmo barco”. Parece bom.

Entre as atrações musicais, Carlos Careqa faz versões de Tom Waits conduzido por poesias de Mário Bortolotto. Rubi, Claudia d’Orey e banda, Gonzo Trio, Clara Averbuck, Eu Mesmo e Banda Gota são outros artistas que musicam a tarde. As intervenções literárias ficam na responsa de Alex Antunes, Xico Sá, Marcelo Mirisola e Sergio Mello, enquanto as tiras de humor são coloridas por Oscar Filho. 

Festival do b_arco
dia 23, das 15h30 às 23h
Centro Cultural b_arco
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 422
ENTRADA FRANCA

June 15

Festival de Arte Serrinha 2007

Localizado em Bragança Paulista, interior de São Paulo, o Festival de Arte Serrinha abre as inscrições para as oficinas e divulga a programação musical da edição 2007! No ano passado, rolou show da Nação Zumbi, Junio Barreto, Arnaldo Antunes e Fernanda Porto, além de várias palestras e cursos. A fazenda é classe demais, área verde protegida e bem-cuidada pelos irmão Fábio e Marcelo Delduque, donos e organizadores do festival.

SHOWS 2007:

13/07
Cérebro eletrônico
Druques

14/07
Cidadão Instigado

20/07
Vitrola Sintética
Leptospirose

21/07
Mariana Aydar

27/07
Toni Platão

28/07
Céu

OFICINAS 2007:

ARTES PLÁSTICAS

-Leda Catunda
A imagem na pintura contemporânea
9/7 a 15/7
R$ 300

-Dudi Maia Rosa
Pintura aberta – prática e reflexões
16/7 a 22/7
R$ 300

-Agnaldo Farias
Três (Des)Encontros sobre a Arte Contemporânea
20/7 a 22/7
R$ 180


DANÇA

-Débora Colker
Corpo, movimento e espaço
23/7 a 27/7
R$ 300


FOTOGRAFIA

-Caio Reisewitz
Assim se criam realidades
9/7 a 15/7
R$ 250


GATRONOMIA

-Morena Leite
Sarau Gastronômico
21/7 a 22/7
R$ 250

MODA

-Ronaldo Fraga
Moda pra ler, escrever e vestir
9/7 a 15/7
R$ 300

-Karla Girotto
Infinito, do direito ao avesso, forro e superfície
23/7 a 27/7
R$ 250


MÚSICA

-Madalena Bernardes
Voz em Movimento
21/7 a 22/7
R$ 200

-Naná Vasconcelos
Sons da Floresta
24/7 a 26/7
R$ 200

SENSIBILIZAÇÃO

-Cláudio Feijó e Tatiana Feijó
Descondicionamento do olhar
14/7 a 15/7
R$ 200

**Estudantes e maiores de 65 anos desconto de 50%

PALESTRAS (gratuitas)
10 de julho CARLOS FAJARDO
12 de julho EDUARDO BRANDÃO
14 de julho DANIELA BOUSSO
20 de julho MARCO GIANOTTI
21 de julho NUNO RAMOS
28 de julho BIJARI


INSTALAÇÕES
EDUARDO SRUR
GUSTAVO GODOY
BENÉ FONTELES
FERNANDO LIMBERGER
LUIZ HERMANO

June 06

Batucada com Discos

A junção de bateristas de primeira linha com grandes DJs de hip-hop deu em samba. O Brasiliantime respira música negra e inova os formatos com uma grande mistura de blues, rock, hip-hop, música popular brasileira e samba. E o melhor, tudo documentado. Agora, o coletivo lança o DVD duplo, o segundo.

A primeira apresentação do coletivo de músicos do Brasiliantime no Brasil foi fantástica. A batalha sincrônica entre top deejays e bateristas lendários no Urbano, em São Paulo, pode ser apreciada no primeiro documentário, gravado em 2002. Trata-se de bateristas como João Parahyba, do Trio Mocotó; Wilson das Neves, compositor, cantor e instrumentista essencial na obra de músicos como Chico Buarque e Elza Soares; Ivan “Mamão” Conti, do Azymuth, além do DJ Nuts, o maior turntablista das quebradas brasucas. Junto a eles, integram o Brasiliantime gringos como Paul Humphfrey, James Gadson, Cut Chemist, Derf Reklaw, Babu, J.Rocc e Madlib.

O documentário pôde ser visto na mostra de hip-hop do Cine Sesc e no Resfest 2007. O filme mostra a integração de músicos de blues, hip-hop, rock, música popular brasileira e samba, com a experiência de bateras de vanguarda munida da malandragem dos scratchs mais ligeiros da atualidade no rolê pelos Estados Unidos, Alemanha e Irlanda. O projeto, a princípio, foi bancado pela Red Bull Academy, mas a distribuição do documentário no Brasil foi rejeitada pela Trama, em 2003.

O segundo show do Brasiliantime, em São Paulo, rolou no teatro do Sesc Pompéia, com toda a diferença: ao invés de unir um DJ e um baterista por vez, todos os músicos estavam reunidos na melodia catártica de uma só vez, fato que inquietou os esqueletos sentados no teatro. A artista plástica Petra Shwarz, já conhecida nos bailes pela cidade, teve que dançar no único lugar possível, o palco. Quem estava presente lembra.

O próximo passo agora, segundo DJ Nuts, é o show de Los Angeles e o lançamento do DVD Brasiliantime Duplo dia 17 de julho. “Eu e o João Parahyba ensaiamos bastante, mas na hora do show não é nada combinado” conta Nuts. Ou seja, freestyle total. O problema é que como se trata de 11 músicos totalmente requisitados, fica difícil bater as datas na agenda de todos. Por exemplo, só o Nuts está prestes a lançar um mixcd, é residente da festa Chapa Quente no Vegas, vai tocar no Maracanã, na abertura do Panamericano, além de mil trampos por aí!

A novidade é que no lançamento do DVD, em Los Angeles, Elcio Milito faz participação especial. Baterista do Bossa Nova Tamba Trio, Milito é figura essencial nas maquinagens da música brasileira. Além disso, a cultuada banda Azymuth também se apresenta. Invejinha dos gringos que vão poder ver tudo isso de perto em julho? Pois é pra ficar mesmo, pois aqui no Brasil o DVD não tem previsão de lançamento por falta de distribuidora. Uma vergonha.

Quem se habilita, Brasil???  

 
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